Rogue One – Crítica de Fã   Leave a comment

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Rogue One  – Uma Crítica de fã

Por Gabriel G. Sampaio

Rogue One é o primeiro derivado da saga StarWars. É um filme que faz o bom trabalho de preencher com ação e drama a lacuna entre os episódios 3 e 4 da Saga. Entre muitos acertos e poucos erros, é um filme divertido e visualmente espetacular.

Se você não assistiu os demais filmes da saga, ou se lembra pouco deles, não vá assistir Rogue One. Ele é, sozinho, um filme legal, mas que não é muito relevante. Já como complemento da grande saga de fantasia espacial do cinema, Rogue One é um filme incrível!

A ação da guerra entre Rebelião e Império é aquilo que nós fãs sempre sonhamos em ver. Com os efeitos visuais certos e atuais, reproduzindo o visual retrô/envelhecido dos filmes da primeira Trilogia, as batalhas impressionam pela imponência das forças imperiais e pela coragem dos rebeldes diante do tamanho e poderio de seu inimigo.

O roteiro se apoia na mudança dos cenários e no choque entre os lados da guerra: A protagonista Jyn Erso (que busca seu pai, junto com os rebeldes) e o antagonista Krennic (que quer ganhar autoridade do Imperador e seu reconhecimento pela construção da inesquecível Estrela-da-morte). Sendo um roteiro simples e que caminha bem, não identifiquei falhas numa primeira análise, exceto o desperdício de alguns atores ótimos, como Mads Mikkelsen, que poderia ter um papel mais bem explorado.

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Temos neste filme algumas atuações muito boas, porém temos personagens secundários mais carismáticos que os protagonistas. A dupla principal Jyn Erso e Cassian Andor não conseguiu me comover como deveriam, embora seu conflito seja tenso e plausível no contexto da história. Já o Andróide K2-SO rouba a cena, lembrando um tipo de Chewbacca (por ser grande e forte) falante e sem qualquer noção de hora certa ou modos para falar. É uma das cerejas do filme!

                Forest Whitaker está ótimo, como é de se esperar, em seu papel de líder extremista da rebelião. Ele e sua loucura passam bem a mensagem de que viver em guerra pode levar o melhor guerreiro à loucura. Sua participação no primeiro ato do filme é um ponto alto e traz verossimilhança para essa história que é tão centrada na guerra! E o mais legal é que este personagem já apareceu antes, em Clone Wars!

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                Donnie Yen e Jiang Wen fazem uma dupla muito divertida como dois servos do templo de Jedha, que, sem os Jedi, vivem em uma constante busca de sentido para suas vidas em meio à opressão do Império. O excesso de fé de um e a falta de fé do outro na Força é outro ponto alto do filme.

                Mas, como disse lá no começo, Rogue One não é um filme para quem está começando a ver Star Wars, é um filme para quem é versado nos caminhos da Força e conhece detalhes dessa Galáxia tão, tão distante.

                O filme traz alguns momentos e aparições que são incríveis para quem acompanha  Star Wars por tantos anos, inclusive, ressuscitando atores que já se foram, ou rejuvenescendo outros em décadas! Mas não pretendo entregar esses momentos para vocês leitores.

                O filme faz também um grande serviço à saga, quando resolve um furo do roteiro inicial de Lucas: Como pode ser tão fácil destruir a Estrela-da-Morte, sendo ela uma estação de batalha blindada? Você vai descobrir isso assistindo Rogue One. E a resposta é, no mínimo, inteligente!

                Diferente do que eu ouvi, a participação de Vader não é longa e importante. Isso evita uma superexposição desnecessária do personagem icônico. Por isso, cada segundo dele em tela é valiosíssimo! Só a última cena do filme já faz valer o seu ingresso!

                  Ao ir assistir Rogue One, não espere um filme leve e divertido como o Despertar da Força. Rogue One é tenso e dramático, trágico e grandioso. Para o meu gosto, é como Star Wars deveria ser mais. Ele é um filme que mostra que sempre que há guerra haverá perdas, de ambos os lados e que não existem heróis quando a guerra é contínua e real… Não há uma jornada épica de herói neste filme, e isso, por si só, já é um exercício válido para os próximos roteiristas dos derivados da minha Saga favorita do Cinema.

                E que venha o Episódio VIII e as próximas histórias de Star Wars!

 

Spoilers e Teorias

 

                Eu achava que o filme faria algum gancho  que pudesse ser amarrado ao Episódio VIII que veremos em 2017 (um planeta ou artefato), mas não parece haver esse gancho. É apenas o que eu faria, para melhorar a intertextualidade destes filmes que estão sendo lançados agora que a franquia pertence à Disney. Embora, algo que vimos em Rogue One, possa ainda aparecer como Easter Egg do próximo filme (Talvez a câmara de cura de Vader, ou os escombros da batalha de Scarif).

                Dizer que os Cristais Kyber são a fonte de energia da estrela da morte é um pouco mágico demais e pode parecer exagero, mas eu gostei da explicação, já que liga a queda dos Jedi à esse momento histórico de “corrida armamentista” no Universo Star Wars…

                E já que estamos falando de ameaças tecnológicas, agora que inventaram uma Base Starkiller, que pode destruir sistemas inteiros (no Ep 7), qual será o próximo nível de armas do lado sombrio??? Será que veremos nos Ep. 8 ou 9 uma arma que pode destruir toda a Galáxia?!

                É isso que eu faria, se estivesse com a responsabilidade de escrever os roteiros dos próximos filmes! Um pouco megalomaníaco, não? Sim. Mas, oras…  Por que não?!

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Publicado 16 de dezembro de 2016 por hydraficcoes em Críticas de Cinema

Conto: Golpe em Lailath   Leave a comment

Por Gabriel G. Sampaio

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Um Crauler  era como os humanos de Lailath chamavam os habitantes originais do planeta Rwaist, na orla externa da Galáxia.

Os humanos haviam chegado lá nos anos finais da Guerra dos 300 anos e, à partir daí, mataram, escravizaram e humilharam o povo daquele mundo.

Diziam que eram ralé, sujos e ignorantes. Que só serviam para trabalhar, nunca para pensar.

Gousdal D’vion era um Crauler que nunca aceitou isso, mas como tinha nascido e crescido em escravidão, viveu boa parte de sua vida conforme as regras da sociedade. Com o passar do tempo, ele viu ideias novas surgindo. Ideias de igualdade.

Quando sua mãe morreu de uma doença com 45 anos, embora sua resistente raça vivesse em média até os 130, Gousdal revoltou-se e fugiu. Foi viver à margem da sociedade Rwaist. Seus últimos 20 anos de vida foram dedicados ao trabalho de libertar e ajudar outros Craulers, sempre de forma pacífica.

D’vion nunca pegou em armas para enfrentar os humanos opressores.

Houve muitas oportunidades para este Crauler visionário vingar-se de seus escravizadores, mas ele nunca o fez. Nunca se entregou ao ódio. Ensinou a seus filhos e netos, nascidos livres, que eles deveriam sempre lutar com a mente e com a fé, nunca com o corpo. Já idoso, tornou-se um escritor.

Assim os Humanos de Lailath viram em alguns séculos de convivência, os Craulers se erguendo, se organizando e virando o jogo.

Espertos e cheios de esperança, os nativos de Rwaist souberam entrar no jogo dos colonizadores. Após revoltas, sofrimento e muita diplomacia, tomaram a dianteira na pseudo-democracia Lailathiana. Foi uma conquista longa e árdua, fruto do trabalho de muitas vidas, de pequenos e grandes líderes. Mas em geral, foi um esforço diário, construído no dia-a-dia das relações de trabalho entre as duas raças.

Com o tempo, alguns líderes dos Craulers chegaram ao poder e, mesmo sem grandes méritos pessoais, colocaram em prática ações que atenuaram a exploração do povo sofrido de Rwaist.

O bisneto de Gousdal, Kor-vag D’vion foi um dos que testemunharam este momento histórico de Lailath. Embora ainda houvesse muito sofrimento e tristeza para seu povo, ele também evitou a violência contra seus opressores.

Mas os humanos colonizadores não deixaram barato estas conquistas. Com conspirações e manobras traiçoeiras, eles voltaram ao poder. Fizeram de tudo para tirar o pouco que os Craulers conseguiram para si. Apenas para se sentirem mais especiais do que os seres com quem dividiam aquele mundo.

— Pensam que nos venceram, mas estão enganados. — disse o líder Crauler que foi traído.

Parecia que a vez os Craulers tinha acabado, que eles voltariam aos pés dos antigos escravagistas de Lailath, mas os Craulers não desistiram. Houve resistência.

Foi neste momento, seis gerações depois de Gousdal, e onze depois da colonização de Lailath, que um Crauler finalmente abraçou a luta armada. Esta foi Almdi D’vion — uma guerreira forjada da violência nos guetos das cidades híbridas de Rwaist.

A teimosia, a determinação e a vontade inabalável dos Craulers, começou a dar resultados. Então, depois de uma guerra civil em que humanos e Craulers lutavam dos dois lados, depois de uma geração inteira que nasceu e viveu entre batalhas, bloqueios e a miséria da guerra, os Craulers superaram seus opressores, se tornando os senhores deste que é hoje um dos Reinos estelares mais resistentes da galáxia!

Aos 90 anos, Almdi D’vion ainda fez mais, liderou a expulsão da elite fascista do sistema e ajudou a sociedade mista de Lailath a executar uma reforma social e econômica como nunca vista. A era da segregação e exploração finalmente acabou naquele sistema solar.

Já os humanos opressores, que se achavam seres superiores, foram aos poucos esquecidos, tendo seus nomes limados de todas as crônicas daqueles mundos.

– Da Enciclopédia de História Galáctica.

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Esta história se passa cerca de 2 mil anos antes da Guerra do Exídio, contada no livro “Exídium” (ainda não publicado) e serve para refletirmos sobre o nosso papel neste momento de Golpe no Brasil.

Publicado 1 de setembro de 2016 por hydraficcoes em Contos, Sem categoria

Crítica: Star Wars – O Despertar da Força   Leave a comment

Por Gabriel G. Sampaio

Com uma história simples, uma direção competente  e atuações caprichadas, o novo Filme surpreende positivamente, sem construir vilões memoráveis como Darth Vader ou o Imperador.

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Primeiro, se você quer saborear como deve o novo Star Wars, não leia as críticas, nem veja os Trailers. O filme é um filme de busca, então muitas informações vão diminuir a graça das surpresas, portanto, se você é um fã como eu, primeiro vá ver o filme, depois retorne e termine de ler a crítica para ver se nós chegamos à mesma opinião.

Mas não se engane, este filme não é um “Ameaça Fantasma”, não há nele um Jar Jar… Todos os novos personagens são bem carismáticos e apresentam dramas ou conflitos interessantes. Assim, minha primeira opinião é que o Filme é BOM! E olha que eu sou exigente…

O Cenário continua simples e bem estabelecido como eram os cenários da Primeira Trilogia. O conflito de bem contra o mal ainda existe, só que tudo ganha um nome novo, diferente, mas que, na verdade representam a mesma coisa. O Império Galáctico se tornou a Primeira Ordem, A Rebelião se tornou a Resistência. A verdadeira diferença é que agora há uma Nova república (que por aparente desprezo ao Universo Expandido) é tratada apenas como A República e não A Nova República.

Os 30 anos entre os filmes são bem significativos, e embora o cenário galáctico pareça quase o mesmo, a presença de Uma República faz com que a Resistência  seja um pouco mais poderosa do que era a Rebelião!

A Música atende os temas clássicos, mas não renova muito. Há apenas um tema novo que se destaca, mas não impressiona. É algo pequeno e pessoal, comparada à música impressionante e apaixonante que John Williams havia produzido para as duas trilogias anteriores.

A ação, por outro lado, é forte, ágil e divertidíssima. O diretor mostra que é super competente, ao nos mostrar a violência dos Storm troopers, e duelos de sabre com mais dor e mutilações!

O filme ainda é um filme para toda a família e o Robozinho BB8 vai arrancar algumas risadas e te deixar com vontade de abraçá-lo, em alguns momentos.

Mas o melhor do novo Star Wars são os atores bem escolhidos! As atuações superam em muito todas as anteriores, talvez com a honrosa exceção de Ian Mcdiarmid, o Imperador Palpatine, que roubava a cena sempre que aparecia (em especial no EP 3).

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Finn é alguém por quem nos identificamos desde a primeira cena! Você não vai querer estar na pele dele. Rey é durona e sensível, ao mesmo tempo profunda e nada reclamona… São estas duas atuações que mais me surpreenderam. A dupla traz veracidade e paixão ao filme. Confesso que fiquei esperando um beijo entre os dois. Quem sabe no próximo?!

Poe, o piloto da Resistência, tem uma atuação ainda mais forte! Ele mostra que um filme de Star Wars não é nada sem personagens centrais no cockpit das naves. Foi outro personagem que eu adorei. Sua amizade com BB8, é tão verdadeira quanto à de Han e Chewie!

Falando neles, como é bom vê-los novamente e atuando bem, em situações divertidas! A presença deles e da Falcon na história é central e emocionante. A atuação de Carrie Fisher me deixou pasmo. Ela não era tão boa atriz antes, mas agora eu quero vê-la em mais filmes!

Saber um pouco mais sobre os personagens da trilogia clássica é algo que os fãs estavam ansiando, infelizmente, ao final do filme você vai saber pouco sobre o que ocorreu nos 30 anos entre O Retorno de Jedi e este filme.

É essa lacuna que vai render boas histórias para os próximos filmes, já que este se preocupa (como todos os primeiros filmes das duas trilogias anteriores) apenas em apresentar e caracterizar os novos personagens e o conflito intergaláctico em que eles estão inseridos.

Já os Vilões, são o problema deste filme.

Não fiquei impressionado, nem quero ver muito mais do Kylo Ren. A única coisa que realmente nos interessa dele, ao final do filme, é o passado.

Ele é central e relevante à trama, mas é um personagem chato, com uma presença visual boa, mas que, pelas ações, não ganha nossos corações. Dão muitas cenas de “chilique” a ele, e isso não faz um bom vilão! A posição que ocupa e sua origem são muito importantes, inclusive para a história de Luke, mas o vilão usa uma máscara sem precisar, apenas por que é “fã” de Darth Vader! Por favor!

A Personagem de Gwendoline Christie, a Briene de Game o Trones, não acrescenta nada à trama. Sendo apenas um Storm Trooper prateado!

Os generais e oficiais da Primeira Ordem continuam desimportantes, sendo apenas os interlocutores (alguém para conversar) do Vilão central.

Já o mestre das trevas (o Líder Supremo Snoke, como é chamado), este sim decepciona. Embora você saiba muito pouco sobre ele ao final do filme. A aparição de hologramas gigantescos e um rosto genérico de criatura humanoide, não o tornam interessante. Ele não fala nada que nos deixe empolgados para o próximo, nem mostra poderes desconhecidos. Então esse personagem  vai precisar ser bem trabalhado nos próximos filmes para não ser alguém fácil de esquecer.

Mas esta é uma dificuldade especial para os novos Star Wars. Sair da sombra das trilogias Anteriores, em especial quanto aos vilões inesquecíveis, vai ser difícil!

O roteiro é bem amarrado, pela simplicidade com que é construído, mas não é muito ousado. O Título  “O Despertar da Força” é apenas retórico, como “A Ameaça Fantasma” e tão simbólico como “Uma nova Esperança”. Não condizendo com a teoria de que a Força será tratada como um ser vivo, que pensei antes (ver o texto: https://hydraficcoes.wordpress.com/2015/11/01/uma-teoria-sobre-star-wars-vii-a-forca-sera-uma-entidade-agora/). A ousadia em demasia, podia mesmo descaracterizar o filme, que sendo da Disney, ainda teria que agradar a toda família.

Mas, mesmo não sendo super ousada, a história é divertida. Isso acontece não porque os personagens novos nos levam para dentro deste conflito que já conhecemos (Império-Malvado x Rebeldes-bonzinhos), mas porque eles são ótimos personagens, com profundidade, carisma, sentimentos verdadeiros e bom humor!

Então, o que vai ser fácil, com este time de ótimos atores e diretor, é desenvolver as tramas interessantes que foram plantadas: O que aconteceu com Luke, nestes 30 anos? Por que Kylo Ren se revoltou, traindo sua família, e se tornando um “quase Sith”?  Por que os Storm Troopers  não simplesmente se rebelam e acabam com o “novo Império”?  De onde veio Rey e o que Luke ensinará a ela?

São essas perguntas que, a partir de hoje vão povoar os pensamentos dos fãs e novos expectadores da Saga mais amada do Cinema.

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Apostas      (CUIDADO SPOILERS!!!!)

A especulação é, para mim, a parte mais divertida de assistir a um filme que você gostou. Então vou especular um pouco. Se você ainda não viu o filme, pare por aqui!

1ª aposta – Rey também é uma Skywalker ! Podendo ser filha de Luke ou talvez até de Léia com o Han.

2ª aposta – Finn vai liderar, antes do final da Trilogia uma rebelião de Storm Troopers! Podendo ter seu corpo todo “robotizado” no próximo filme, devido aos ferimentos que sofreu neste.

3ª aposta – Luke não pode mais sentir a Força, devido a algo que Snoke fez com ele. Esse é um bom motivo para ele ter se escondido. Ter um conhecimento valioso e não poder usá-lo contra os vilões também me faria querer me esconder!

4ª aposta —  Quem vai vingar o Han é o Chewie ! Só por que ele merece ter o prazer de encher aquele babaca do Kylo de porrada!

E vocês? Viram e Gostaram? Se emocionaram como o Luke, no final? Tem algumas apostas que eu não pensei?!  Honestamente, eu espero que sim! Por que Star Wars está de volta e eu não podia estar mais feliz com isso!

 

Publicado 17 de dezembro de 2015 por hydraficcoes em Sem categoria

Uma teoria sobre Star Wars VII: A força será uma entidade agora?   Leave a comment

Por Gabriel G. Sampaio

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O novo trailer e as aparições de velhos conhecidos tem chamado muito a atenção dos fãs de Star wars, assim como de todo mundo! Afinal, os dois Trailers foram os mais visto da Internet este ano!

Mas tem algo que ninguém está falando até agora que está me deixando muito preocupado enquanto fã e escritor:  O despertar da Força (o título do filme) é uma afirmação retórica ou A Força está para se tornar algum tipo de entidade?

Tudo bem, você pode não ter entendido meu questionamento, então vou explicá-lo melhor.

Para os espectadores da Trilogia Clássica (a de Luke), “A Força é o que dá poder ao Jedi. É um campo de energia criado por todas os seres vivos, ela nos envolve e penetra. É o que mantém a Galáxia unida”. Pelo menos é o que diz Obi-Wan no primeiro filme.

Já na Trilogia da origem (a do Anakin e vou chamá-la assim para não usar mais a expressão “trilogia nova”), a Força é abordada de um ponto de vista mais científico:

“Sem as  midi-chlorians, a vida não poderia existir, e nós não teríamos conhecimento da Força. Elas falam conosco continuamente, nos dizendo a vontade da Força. Quando você aprender a aquietar sua mente, vai ouvi-las falando com você.” (Qui-Gon Jinn diz para Anakin, em A ameaça Fantasma)

Então, nos filmes que vimos até agora, a força é uma energia, que se manifesta através destes seres que vivem como simbiontes nas células de todos os seres vivos. Os Jedi podem senti-la e usá-la e, extrapolando essa ideia, os Sith podem fazer mais do que isso, eles podem comandá-la!

Mas então, o que significa esse “Despertar da Força” do novo título?!

Será que a força será despertada em um personagem? Alguém que não a sentia e passará a senti-la?

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Se for isso, tudo normal. Afinal, os Jedi foram extintos (ou quase), pelas mãos de Vader e do Imperador.  E como dito no Retorno de Jedi, Luke se torna o último Cavaleiro Jedi! Então não há mais ninguém que conheça a Força ou que possa usá-la. Se for por ai, teremos uma trama de aventura que vai tratar de como a força vai sendo “descoberta” novamente pelos novos personagens.

Aí a palavra “descoberta” explica esse “despertar” do título.

Isso é algo bem comum e aceitável, para a maioria dos Fãs.

O grande problema é: E se o título em Inglês (The Force Awakens) nos entregar um outro possível significado para o “Despertar”? Traduzindo ao pé-da-letra, a Força vai acordar!

Isso pode nos dar uma pista de que A Força será tratada de aqui em diante como uma entidade! Talvez até um DEUS!

E isso faz sentido, pois, até então, tanto os Jedi quanto os Sith sentiam a Força e a usavam para realizar seus planos. Os Jedi para manter a ordem na República, Os Sith para tentar tomar o poder e depois caçar e extinguir os Jedi. Por último, Luke aprendeu a usar a Força e derrotou os dois Sith.

Mas, com o equilíbrio da Força restaurado – e o próprio Lucas afirma que Anakin fez isso, ao se redimir e matar o Imperador – a Força pode passar a agir de outra forma nesta trilogia. A força pode se tornar um personagem (eu imagino mais como uma entidade divina) atuante na Saga Star Wars.

Meu deus!!! Como seria isso?!

O que a transformação deste elemento narrativo (a Magia da Força em um Deus Força) poderia fazer com essa história que é indiscutivelmente sobre a dicotomia entre o Bem e o Mal?!

Será que J.J. Abrams e seus roteiristas teriam coragem para dar um passo tão ousado quanto este?

Isso eu ainda não sei, mas estive pensando nisso desde a primeira vez que li o título deste novo capítulo.

“A Força desperta” (em minha tradução livre) é um título muito mais assustador para mim do que qualquer outro que poderiam ter criado, pois se ela despertar de verdade, e passar a agir com uma vontade própria, teremos algo no universo de Star Wars como nunca visto, nem na mais louca Fanfic, nem no quadrinho mais ousado do Universo Expandido

Imaginem a Força como um DEUS Intergaláctico. Um que tem sido usado por uns (Os jedi) e comandado por outros (Os Sith), mas que agora está desperto e livre de suas amarras!

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Infelizmente, eu acho que os Roteiristas do Novo Filme não serão tão ousados e vão ficar no bom e velho “feijão com arroz narrativo” para agradar os novos fãs e tentar dar um pouco mais de alegria aos fãs velhos, cujo dinheiro está saltando dos bolsos, ansioso para comprar um pouquinho mais da nostalgia que os faz feliz!

E eu, um fã das duas Trilogias (isso aí, com orgulho!!!), amante de Ficção Científica e da Boa Fantasia, que desejo um roteiro ousado e mentalmente desafiador, devo ficar mais uma vez, chupando o dedo!

Torçam para que não!

Obs: Existem teorias legais sobre Luke ter ido para o Lado Negro da Força para conseguir vencer o pai e o Imperador – Eu acho que isso pode realmente ser abordado no Filme. Se eu tiver que apostar nisso, diria que é possível vermos a influência do fantasma do Imperador sobre Luke, que pode ter ficado meio louco… Essa hipótese é mais fácil de aceitar do que a minha teoria da “Força Deus despertada” e ainda mantém o Luke como o “Santo” do Universo Star Wars…

Houve um despertar. Você sentiu. NE5ywoZZqqMs98_1_b

Publicado 1 de novembro de 2015 por hydraficcoes em Sem categoria

Oficina de Role Play Game (R.P.G.) sobre Apocalipse Zumbi   Leave a comment

O autor de Warwolf: O ritual, Gabriel G. Sampaio, vai dar uma oficina de R.P.G. (Role Play Game) no dia 19/04, às 15 H, para os visitantes do evento AnimEver, da Sekai entretenimento, em Santos. A inscrição será feita à partir das 13H, no Stand do Autor.

Na oficina, os participantes poderão jogar um RPG fechado, de 1:30 H de duração, onde poderão lutar para sobreviver a um apocalipse Zumbi. Depois de encerrada a partida, o autor falará sobre os principais elementos  narrativos para a criação de um apocalipse Zumbi,  tanto em um RPG, quanto em um livro, filme ou quadrinho.

A Inscrição é gratuita para os visitantes do evento. A entrada do Animever custa R$15,00 (antecipado) e  R$20,00 (Na Porta). O endereço do evento é Av. Conselheiro Nébias, 717, Boqueirão, Santos.

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Publicado 23 de março de 2015 por hydraficcoes em Sem categoria

A Lenda de Korra – Crítica da série completa   1 comment

Por Gabriel G. Sampaio

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Muito diferente da grande maioria dos fãs de Korra, eu não assisti a Avatar – a Lenda de Aang quando era uma criança ou adolescente. Eu assisti a série sobre Aang  aos 24 anos de idade, aconselhado por dois amigos que gostavam da serie por motivos diferentes.

Não vou me conter aqui, eu realmente amei a série! A saga de Aang (o Avatar – que é a única pessoa do mundo capaz de dominar os 4 elementos) é maravilhosa em todos os aspectos! Ela é rica em detalhes e crescimento de personagens, é cheia de reviravoltas e referências a diversas culturas de nosso mundo e trata de forma adequada para crianças sobre uma guerra de colonização! Ao mesmo tempo, ela é uma série leve, recheada de boas piadas, belos duelos e, claro, confrontos épicos!

Avatar: A lenda de Aang me marcou muito enquanto escritor, pois tem arcos de história e conflitos explorados com tanta beleza e simplicidade que a possibilidade de eu nunca ser capaz de criar uma história tão boa ainda me assusta!

Aang e amigos

Mas esta crítica é sobre a Lenda de Korra, a série que se propõe a expandir o universo Avatar e dar continuidade à saga de Aang. Então vamos falar dela!

A primeira temporada, chamada “Livro 1: Ar”, é uma reintrodução ao universo Avatar. Mostra aos expectadores como funciona o poder das “dobras” (a manipulação mística dos 4 elementos), como a vida e o trabalho do Avatar Aang e de seus amigos (em especial, o Senhor do Fogo, Zuko) mudou o mundo. Se antes tudo era dividido em 4 nações, agora, embora as 4 Nações ainda existam (Reino da Terra, Nação do Fogo, Tribos da Água e Nômades do Ar), existe também um novo Reino, onde os povos que dominam os elementos convivem entre si – A República Unida!

A protagonista da série é a nova Avatar, uma menina genial e impulsiva, chamada Korra. Ela veio da Tribo da Água do Sul, onde seus pais e a uma ordem secreta a treinaram nos três elementos mais comuns – Àgua, Fogo e Terra. Resta a Korra aprender a arte de dominar o ar, que é uma coisa rara, pois só existe uma família de dobradores de Ar. É o filho de Aang, Tenzin, quem terá de treiná-la nesta arte quase esquecida. E embora você possa imaginar que toda a 1ª temporada seja focada neste treinamento, isso fica em segundo plano, pois uma revolução está para acontecer na Cidade da República!

Como os dobradores tem uma vantagem natural contra quem não é capaz de manipular os elementos, o crime na Cidade da República se organiza ao redor destes dobradores. Os não-dobradores acabam sendo vitimados e oprimidos. Surge então uma figura para liderar um movimento contra a opressão dos Dominadores – Amon – um homem mascarado que afirma ter tido sua família e seu rosto destruídos por um dominador de fogo (que inteligentemente, eram os “vilões” na série anterior!).

Amon

O líder igualista tem um grande trunfo em suas mãos. Ele tem (assim como o Avatar Aang conseguiu no final de sua saga) o poder de retirar de uma pessoa a capacidade de manipular o seu elemento, para sempre! Korra, que é uma grande aficionada pela manipulação dos elementos, passa a temê-lo após um breve desafio inicial (e com razão!).

O conflito vai se desdobrando conforme o movimento anti-dobra se torna uma revolução armada, que vai escalando, tanto em número quanto em uso de tecnologia. O mundo de Avatar, na série de Aang, era basicamente medieval e tinha apenas veículos movidos a vapor, mas na série de Korra ele passa a ser um mundo de tecnologia em desenvolvimento (como o nosso século XX), sempre somada ao uso da manipulação dos elementos. Enquanto escritor, acho o elemento narrativo da evolução tecnológica uma saída interessante, mas conheço algumas pessoas que não gostaram deste elemento na série.

Em termos de roteiro e narrativa, a primeira temporada é riquíssima. Há de tudo: Torneios de luta, triângulos amorosos, intrigas políticas e familiares, uma ocupação militar da cidade, também tem perseguições emocionantes e até um bebê nascendo em meio a um ataque!!! Tudo, maravilhosamente animado, com lutas incrivelmente coreografadas, onde os personagens utilizam a manipulação dos elementos contra armas tecnológicas!

O mais legal desta primeira temporada é que Korra (assim como eu) entende e aceita que o movimento anti-dobra está correto ao exigir que os dobradores parem de oprimir os não-dobradores. Mas, como ela é o Avatar e portanto uma dominadora, ela não pode deixar que Amon e os Iqualistas simplesmente acabem com a dominação de elementos. Afinal, é isso que confere ao mundo de Avatar seu charme…

Todo o desenvolvimento da primeira temporada está ligado também ao legado que Aang deixou. Foi ele, junto com seus amigos que fundaram a República Unida. Ele estabeleceu o governo misto com representantes das 4 nações, e ele, ao retirar a capacidade de manipular de um importante criminoso, acabou por gerar, indiretamente, a revolução que tenta exterminar a dominação dos elementos! Essas aparições de Aang adulto, em forma de flashbacks, são um imenso prazer para os fãs da série original, sem falar nas incríveis reviravoltas no final da temporada e do esperado encontro entre Korra e Aang (que apesar de morto, habita na memória da Avatar que o sucedeu)!

Korra meet Aang

Em termos estéticos, a série de Korra vai muito além da série de Aang. A música é ainda mais bela, os cenários de tirar o fôlego, os designs dos equipamentos, inicialmente podem parecer estranhos, mas a evolução tecnológica também assusta os protagonistas, então, acaba sendo válida. E o vilão… Bem, ele é um show a parte, sem exageros e com um pano de fundo de fazer chorar!

Acabado o conflito dos Iqualistas, assim que Amon é derrotado, tudo se organiza, até o governo da cidade deixa de ser um Conselho de Dobradores e torna-se realmente uma república democrática.

Começa então a minha temporada favorita, o “Livro 2 – Espíritos”.

Nesta temporada, Korra (que já domina os 4 elementos e o poder Avatar), tem que lidar com as manifestações de criaturas estranhas, chamadas de Espíritos. Na série de Aang, os Espíritos apareciam esporadicamente e muito pouco foi explicado sobre eles. Sabia-se que havia um Mundo Espiritual, onde o Avatar conseguia visitar através da meditação. A Primeira série também nos mostra que a Tribo da Água do Norte era um dos povos mais “Espiritualizados” do mundo Avatar… E isso é uma das grandes sacadas desta 2ª Temporada.

Descobre-se que pai de Korra é o líder da Tribo da Água do Sul, e que ela possui um Tio – Unalock, que é o líder do Norte. As duas Tribos da Água são irmãs e parceiras, mas não tem um governo unificado.

Como nem Korra, nem seus amigos sabem lidar com os Espíritos Sombrios que começam a atacar, a ajuda do tio Unalock é bem vinda, já que ele sabe “acalmá-los” e até despachá-los de volta ao mundo deles – que funciona como uma outra dimensão no Universo Avatar. Mas é claro que acontecem algumas reviravoltas e em meio à apresentação de novos personagens e à criação de novos conflitos amorosos entre os jovens da série, Korra acaba se se envolvendo numa Guerra Civil entre as Tribos da Água, e tendo que lidar com o vilão que pretende liberar o próprio Espírito das Trevas no mundo físico.

A 2ª temporada traz um conflito bem simples e clássico de bem contra o mal. O que não é ruim, pois o conflito de caráter social da primeira temporada já tinha estabelecido o tom de seriedade do desenho. Neste conflito, o drama de estar lidando com forças de Luz e Trevas, tão antigas quanto à própria arte da dobra, está sempre permeado pelo bom humor e texto poético que encontrávamos em alguns episódios do primeiro Avatar.

Há nesta temporada o momento máximo da série para mim, um episódio duplo que mostra como surgiu o Primeiro Avatar: Wan, um garoto tão brincalhão quanto Aang, que vivia numa das primeiras cidades humanas, às costas de uma Tartaruga-Leão gigante!!! E que ao decidir não aceitar as injustiças do mundo em que vivia, começou a burlar as regras, aprendeu a Dominar os Quatro Elementos e acabou causando mudanças drásticas em seu mundo!

Wan

A entrada de Korra e Jinorah no mundo espiritual, também é linda, e a aparição do Tio Iroh é emocionante e um presente maravilhoso para os fãs. Iroh, que era o meu personagem favorito, já era velho na série de Aang, mas agora se tornou um espírito imortal que vive em outro plano, ainda aconselhando e guiando os personagens em seus caminhos!

Um ponto não muito atrativo nesta temporada é o arco de história de investigação na Cidade da Republica. Isso leva pouco mais do que um episódio, mas com conflitos tão épicos acontecendo, ver Mako e Assami correndo atrás de bandidos simplesmente não me interessou.

Já o vilão desta temporada, nos surpreende, pela sua magnitude. O Espírito Sombrio Vaatu, é um verdadeiro titã entre os Espíritos, mas quando o espectador percebe que ele quer se tornar um Avatar Negro para destruir sua metade-iluminada, é aí que a trama fica realmente assustadora. Nada como dez mil anos de Trevas no mundo para você ter um bom motivo para lutar até a morte!!!

Unavaatu

A participação dos primos-gêmeos de Korra é muito divertida, mas quem rouba a cena é o filho mais velho de Aang, Bumi, que faz o papel de alívio cômico de forma escrachada e certeira!  Como ele não é um dobrador, a cena em que ele tenta vencer um Espírito sombrio a socos (e acaba detonando sozinho o acampamento ao redor do portal) é impagável de tão hilária!

No final desta temporada, novas mudanças são estabelecidas, e desta vez, Korra decide que o Avatar não vai ser mais a ponte entre os mundos físico e Espiritual. Uma decisão certeira de Korra, mas que vai ter repercussões sérias nas duas temporadas que seguem.

A terceira temporada chama-se “Livro 3 – Mudança”. E gira ao redor de alguns criminosos que se libertam de prisões de segurança máxima e organizam um plano para levar o mundo a uma era de anarquia!

É a temporada que tem mais ação e as lutas mais apelativas! Até dominação de lava é usada pelos caras maus! Um exagero bem divertido!

Em geral, foi uma boa temporada. Zaheer, o vilão, que acaba de descobrir que pode dominar o ar, faz uma clara referência a Aang. Ele é careca e muito espiritualizado. É capaz de entrar e sair do mundo espiritual através de meditação e conhece muito da antiga cultura dos Nômades do ar.

Zaheer_tells_Korra's_location

A relação entre os personagens protagonistas vai crescendo, eles vão se entendendo e se aceitando e por isso, diminuem as tensões e romances. Sobra espaço para a entrada de novos personagens, mas em geral o drama nesta temporada diminui. E o conflito parece pequeno perto do que vimos no Livro 2. Desta vez não há possibilidade de termos 10 mil anos de Trevas! Há apenas uns caras loucos que querem acabar com os reis e rainhas do mundo…

Mas a ação, as lutas e a personalidade do vilão compensam isso. Então eu diria que esta temporada foi boa o suficiente para a série não cair de nível. Apenas o final é bastante amargo. O vilão perde, Korra sofre e parece ficar paraplégica, os Nômades do Ar resurgem… Aang ficaria emocionado, mas eu, infelizmente, não fiquei. Até mesmo a luta final, com Zaheer voando e Korra envenenada tentando pegá-lo, não me deixou satisfeito.

A quarta temporada se chama “Livro 4 – Equilíbrio” e mostra as consequências políticas dos eventos iniciados no livro 2 e 3. Com o Resurgimento da Nação do Ar, as coisas parecem melhores, mas com a fragmentação do Reino da Terra, vai surgindo uma ditadora, que levou os 3 anos de hiato entre a 3ª e 4ª temporada para chegar ao poder. Essa personagem é, com certeza, uma vilã aparentemente perfeita: Ela não tem escrúpulos, é fria e decidida, tem objetivos grandiosos e o poder para alcançá-los. Só faltou a ela o carisma que Amon e Zaheer tinham. Acho que a escolha de uma vilã mulher foi certa, afinal, a série tem um forte tom feminista e precisava parar de mostrar sua protagonista apanhando de homens (mesmo quando ela os detonava no final)!!!

Kuvira

Toda essa história de avanço tecnológico finalmente faz sentido nesta temporada, quando as armas tecnológicas da vilão (Kuvira) se unem à fontes de energias espirituais poderosas, gerando uma ameaça bélica única no universo Avatar (Algo que nos lembra da bomba atômica)!

Mas infelizmente nada disso é tão épico quanto as duas primeiras temporadas, nem chega aos pés do confronto máximo entre Aang e o Senhor do Fogo Ozai! E essa é a minha única reclamação quanto ao final da série. Toda a beleza e estética perfeita das outras temporadas se mantêm. Os personagens são carismáticos e interessantes. Ver Korra superando um forte stress pós-traumático e confrontando Zaheer na prisão, é incrível. A música e a escala da guerra voltam a impressionar.

O final também é lindo! O romance que é sugerido no final é muito legal e satisfatório para mim (embora possa chocar alguns e ser previsível para outros).

korassami

Algo que eu gostaria de ter visto e não aconteceu foi a revelação dos verdadeiros líderes do Lótus Vermelho (na série isso não é abordado e sugere-se que Zahir e Unalock foram os últimos líderes). Se Zahir já foi ruim, imaginem o equivalente aos velhos membros do Lótus Branco, só que por trás das ações de Kuvira! Vilões velhos e poderosos, fazendo manipulações políticas e se revelando no momento em que Kuvira caísse!!! Isso sim traria um fôlego novo para o final da série e daria a oportunidade de Korra mostrar o quão poderosa realmente ficou, ao aceitar-se!

Mas esse é apenas um devaneio meu, coisa de escritor que curte um bom drama!

O grande mérito da série foi o realismo com que os personagens são retratados. Você realmente acredita que Korra, Tenzin e os outros poderiam ser pessoas de verdade, não meros personagens de desenho animado. Os conflitos que os afligem são reflexos dos nossos próprios! O crescimento (e a aceitação) com que Korra chega ao final da série é verossímil e tocante!

Talvez a Lenda de Korra sofra um pouco por ter tido um antecessor tão simples e tão amado. Talvez a mudança de público tenha espremido as escolhas dos escritores. A Série tinha que ser mais adulta, mas não podia ser adulta demais!  Entendem o problema?!

Talvez eu esteja errado em querer que o final de Korra fosse tão épico quanto o de Aang, pois toda esta série foi muito mais sensível e complexa que a de Aang.

Talvez o real problema da série foi ela ter sido um pouco mais curta e não ter conseguido ir tão a fundo quanto eu gostaria em seus dilemas mais sombrios! Mas o que realmente me deixa triste foi que estes personagens tão legais e tão humanos já se esgotaram, que o tempo de Korra já acabou e que eu não posso saborear um pouco mais do mundo das dobras, de Aang, Zuko e Korra, que tanto me inspirou quanto escritor e que por algum tempo me fez torcer e vibrar, com uma empolgação de criança!

Publicado 11 de março de 2015 por hydraficcoes em Sem categoria

CONCURSO WARWOLF de DESENHO – TEMA: LOBISOMENS   Leave a comment

Promo completo do Concurso

Em 20 dias, o evento ANISANTOS – 2ª Edição revelará os primeiros colocados no Concurso Warwolf de Desenhos, com o Tema: Lobisomens.

Os desenhos (fotos ou scans) e inscrições devem ser enviados, até o dia 11/10/2014, por e-mail para profgabriel@hotmail.com, com os seguintes dados:

Título do Desenho:
Nome completo e idade do Autor:
Endereço:
CEP:

Cidade:
E-mail:
Telefone:
Nome dos pais ou responsáveis (em caso de menor de idade)

Veja o regulamento abaixo:

1º Concurso Cultural Warwolf de desenho

O autor da e detentor parcial dos direitos autorais Obra Literária Warwolf: O ritual, Gabriel Godinho Sampaio, torna público, para conhecimento dos interessados, que promoverá o 1º Concurso cultural Warwolf de desenho com o tema: Lobisomens.

CAPÍTULO I – Do Objeto

Art. 1º. O Concurso visa a promover e divulgar o interesse pelo tema Lobisomens e suas diversas representações. Os desenhos deverão explorar o tema lobisomem de qualquer maneira concebida pelos participantes, utilizando qualquer forma de desenho.
Art. 2º. Qualquer interessado poderá inscrever-se no Concurso, exceto profissionais da área da ilustração. Menores deverão enviar uma autorização dos seus responsáveis para participar do concurso (ver folha de autorização de menor em Anexo 1).

Art. 3º. É vedada a participação no Concurso de parentes ou afins de membros da Comissão Julgadora.

CAPÍTULO II – Das inscrições

Art. 4º. As inscrições deverão ser feitas por e-mail intitulado “Inscrição – 1º Concurso Warwolf de desenho”, para o seguinte endereço eletrônico: profgabriel@hotmail.com

Art. 5º. As inscrições deverão conter as seguintes informações:

Título do Desenho:
Nome completo e idade do Autor:
Endereço:
CEP:

Cidade:
E-mail:
Telefone:
Nome dos pais ou responsáveis (em caso de menor de idade)

OBS: A imagem digital do desenho (FOTO ou versão digital escaneada) deve ser encaminhada no mesmo e-mail da inscrição.

Art. 6º. Ao efetivar a inscrição, o candidato e seus responsáveis estarão, automaticamente, concordando com as regras do Concurso, inclusive a cessão de direito autoral do desenho, assim cedendo o direito de utilização do mesmo para divulgação do projeto Warwolf.

CAPÍTULO III – Dos Desenhos
Art. 7º. Cada concorrente poderá participar com apenas um desenho. Os desenhos poderão ser desenvolvidos em todas as modalidades (aquarelas, guaches, marcadores e outras mídias) e utilizando todas as técnicas (colagens, tecidos e materiais diversos, entre outros), devendo ser apresentados em papel de desenho, de qualquer tipo, de formato A4 ou A3.
Art. 8º. O desenho deverá ser, obrigatoriamente, inédito. Entende-se por inédita a obra não editada e não publicada (parcialmente ou em sua totalidade) em qualquer meio de comunicação.

CAPÍTULO IV – Dos Envio dos originais
Art. 10º. O desenho original não deverá ser enviado e deve-se manter em posse do autor. Apenas uma imagem FOTO (ou escan) deve ser enviada para o E-mail citado no capítulo II – Inscrições.

CAPÍTULO V – Prazos

Art. 11º. O período para envio das inscrições será de 17/09/2014 a 11/10/2014 (véspera do evento onde o vencedor será anunciado – Anisantos- 2ª Edição).

CAPÍTULO VI – Da Seleção

Art. 12º. A Comissão Julgadora será integrada por 3 pessoas, dois autores do projeto Warwolf e um colaborador indicado. Todos envolvidos em produções artísticas literárias. Não haverá remuneração financeira aos membros da Comissão Julgadora.

Art. 13º. A Comissão Julgadora, cuja composição será publicada no blog “Hydra Ficções”, escolherá os 3 (Três) melhores trabalhos, bem como outras 7 (sete) “menções honrosas”.

Art. 14º. A Comissão Julgadora selecionará os desenhos a serem premiados consoante os seguintes critérios: técnica, originalidade e criatividade.

Parágrafo Único – A decisão da Comissão Julgadora é soberana, não se admitindo recurso.

Art. 15º. Os membros da Comissão Julgadora reunir-se-ão para, em votação coletiva, eleger os três melhores desenhos e sete menções honrosas. O resultado da votação da Comissão Julgadora será divulgado no evento “Anisantos – 2ª Edição”, a ser realizado na cidade de Santos, no dia 12 de Outubro de 2014, na escola Leão XIII, à Avenida Conselheiro Lafaiete nº 35. A divulgação também será feita pelo blog https://hydraficcoes.wordpress.com/ e na rede social Facebook.

CAPÍTULO VII – Da premiação

Art. 16º. O autor do desenho ganhador será premiado com um exemplar autografado do livro Warwolf: O Ritual. Os 2º e 3º colocados serão premiados com pôsteres do projeto ou outros prêmios ainda a serem definidos. Todos os prêmios serão enviados pelo correio ou poderão ser retirados pelos autores das obras premiadas, no evento de premiação no dia 12 de Outubro.

Art 17º. Para retirar o prêmio pessoalmente, no evento de premiação, os autores dos desenhos deverão portar documento que comprovem sua identidade.

Art. 18º. Os desenhos premiados poderão ser incluídos em publicações diversas do projeto Warwolf e nos seus websites e páginas das redes sociais.

CAPÍTULO VIII – Das disposições finais

Art. 19º. A participação implica a plena aceitação das normas deste regulamento e o não cumprimento de qualquer uma delas acarretará a desclassificação do desenho concorrente.

Art. 20º. A Comissão Julgadora será competente para dirimir, graciosamente, eventuais dúvidas de interpretação do presente regulamento e resolver casos omissos.

Gabriel G. Sampaio

Santos, 16 de Setembro de 2014

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Anexo 1

autorização de participação de menor

 

Eu __________________________________, RG: ________________, autorizo o(a) menor ____________________________________, de qual sou detentor(a) da guarda legal, a participar do 1º Concurso Cultural Warwolf de Desenho. Estando também autorizada uma possível utilização do desenho enviado nas publicações de divulgação do projeto Warwolf, em eventos, sites e redes sociais.

Data: ___/___/___  Cidade: _____________________________

Assinatura do responsável: ______________________________

Publicado 21 de setembro de 2014 por hydraficcoes em Sem categoria